Underneath – Parte II: Jeongmin’s Feelings

Hyunseong era como uma âncora, sempre lá para me apoiar quando eu precisasse. Ele sempre estava lá quando eu estava triste para me consolar, e sempre que eu estava feliz para dividir sorrisos comigo. Não importava o quão ruim meu dia fora, eu sorria, pois sabia que ele estaria lá para mim.

Ele era um anjo, delicado, amoroso, inocente, além de extremamente bonito. As vezes pensava em como alguém tão perfeito poderia existir. Me via gostando mais de tê-lo perto de mim a cada dia.

Quando ele estava ao meu lado, era como se nada pudesse me atingir, como se nós dois juntos fossemos invencíveis, talvez a única coisa capaz de nos vencer fosse o medo.

Eu amava estar perto de Hyunseong, seus toques completamente inapropriados, seus abraços, suas palavras altamente constrangedoras, seus sorrisos que acendiam cada chama de felicidade existente em meu corpo. Mas sentia que deveria me afastar se alguém estivesse nos observando. Me sentia na obrigação de justificar qualquer contato além do considerado normal para amigos, de fazer o possível para que todos achassem que não éramos tão próximos.

As vezes sentia que todos sabiam, como se me julgassem a cada vez que me olhassem e isso me consumia. A única coisa que me deixava tranquilo era que apesar de tudo, Hyunseong ainda passaria a noite comigo assistindo a filmes ou apenas rindo de besteiras sem sentido.

Apesar da felicidade e tranquilidade que sentia estando com ele, tudo acabava quando passava da porta de casa e mais uma vez sentimentos ruins se estabeleciam. O medo era sempre o pior deles.

Tinha medo que alguém descobrisse meus sentimentos e os interpretasse de maneira errada. Mas qual era a maneira certa? Que sentimento era? Não sei descrever ao certo, só sei que é algo forte e que deve ser mantido em segredo.

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Underneath – Parte I: Hyunseong’s Feelings

Isso não tem exatamente um plot, eu nem sei de onde saiu isso em primeiro lugar, mas escrevi faz um tempo e como estava guardada resolvi postar. Ela vai ter só dois capítulos em forma de drabble.

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Era estranho ter aquele tipo de sentimento. O sentimento errado. Pela pessoa errada. Na hora errada e no lugar errado. Ao mesmo tempo que parecia errado, parecia ter cada vez mais sentido. Mas eu sabia que o mundo não aceitaria minhas razões para achar certo, assim como eu não entendo as dele para achar errado.

E era assim que me sentia desde que o conheci. Aqueles olhos brilhantes e aquele sorriso radiante, quando o vi, comecei a achar que era impossível não amar aquele jeito resplandecente se ser. Depois de um tempo percebi que estava certo, e não pude fazer nada a não ser me apaixonar como uma criança romântica e sonhadora.

Passava boa parte do meu tempo apenas o olhando e automaticamente sorrindo, era impossível me sentir triste com ele por perto. Jeongmin era como um vício, precisava dele, e tinha que manter isso em segredo. Ele me trazia sensações incríveis, inexplicáveis, e isso tinha que ficar guardado. O segredo sobre isso era para o meu próprio bem apesar de demasiadamente sufocante.

A cada vez que nós brigávamos, sentia um calafrio, um medo percorrendo todo o meu corpo. Medo de aquilo ser definitivo e eu nunca mais poder chegar perto dele, o abraçar, ficar tão perto a ponto de sentir sua respiração e seus batimentos cardíacos, aspirar seu perfume adocicado e intoxicante.

Uma sensação horrível ficava no meu peito a cada vez que ele me ignorava, ou quando encontrava seu olhar e ele parecia querer mirar em qualquer direção oposta à minha. Como se minha existência fosse irrelevante. Mas isso não durava mais que dois dias, depois disso parecia que nada tinha acontecido. E eu preferia fingir que realmente não aconteceu, doía muito lembrar.

A melhor alternativa era sempre aproveitar todo o momento que poderia ter. Aproveitar todo o amor que poderia receber e oferecer.