One Shot – Toxic

Outra tarde de sexta e eu estava lendo um livro de poemas, sentado no sofá e esperando Jeongmin para que pudéssemos passar o dia juntos, como sempre. Esse livro era muito bom, tinha vários poemas românticos, que são meus preferidos, ainda não acreditava que o tinha achado depois de tanto tempo procurando nas livrarias próximas, e algumas nem tão próximas.

A sala estava tão silenciosa – ou eu estava tão imerso na leitura – que levei um susto com a campainha tocando. Após passar alguns segundos me recuperando do mini ataque cardíaco, levantei para abrir a porta.

Me deparei com um Jeongmin sorridente e com uma mochila enorme nas costas. Apenas sorri também e fiquei ao lado da porta para que ele pudesse entrar. Ele estava usando uma camisa xadrez vermelha, calças apertadas pretas e estava com aqueles brincos, meu deus, aqueles brincos, ficavam muito sexy nele – o que? Esqueça a última frase – também usava um par de botas com salto que o deixavam – quase – da minha altura.

Depois de guardar suas coisas, ficamos sentados na sala conversando, ele me perguntou o que eu estava fazendo para demorar tanto para abrir a porta, disse que estava lendo. Quando ele perguntou o nome do livro, eu respondi, mas já sabia que ganharia um olhar com um ponto de interrogação, já que Jeongmin só lê nomes dos sites de pornô na internet e o único livro que já soube o nome foi Crepúsculo. Então comecei a explicar sobre o livro, que era uma coletânea de poemas que continha inúmeros versos românticos e que era incrivelmente bom, não conseguia parar de ler. Estava entusiasmado explicando até perceber que ele estava prestando atenção em qualquer coisa, menos no que eu estava falando. Ele olhava fixamente para algo.

– Jeongmin, você está me ouvindo? – ainda não obtive resposta – JEONGMIN.

– Oi, o que? Parece muito bom esse livro, Hyunseong hyung.

– Você nem estava ouvindo.

– Estava sim, é de poemas sobre guerra né?

– Não, é de poemas românticos – dei um tapa leve em sua cabeça e ele apenas resmungou em resposta – Por que eu leria sobre guerra?

– Sei lá, você vive lendo coisas.

– O que você estava olhando para estar tão distraído?

– Er… nada não.

– Sinto que esse nada é alguma coisa.

– Quer mesmo saber?

– Sim.

– Então… estava olhando pro seu braço – o que?

– Você estava olhando o que?

– Seus braços, são tão bonitos.

– São? – já ouvi alguns elogios sobre meu corpo, mas sobre os braços era novidade.

– São sim – ele parou de falar e ficou me encarando, quando resolvi responder ele continuou – Posso tocar?

– O que?

– Esses livros estão te deixando lesado, hyung – ele riu e se aproximou um pouco de mim no sofá, um pouco demais – Perguntei se posso tocar seus braços.

– Acho que pode.

Então ele colocou as mãos no meu braço esquerdo e começou a acaricia-lo levemente, o que me deu arrepios pelo corpo todos, depois os apertou suavemente. Senti minha respiração um pouco pesada.

– Jeongmin? – ele respondeu com um simples ‘hum’ ainda entretido em apertar meu braço – O que você está fazendo?

– Nada demais, hyung.

Ele sorriu e se aproximou ainda mais de mim, beijando meu bíceps e deixando mordidas ali. Sem querer, soltei um gemido. Ele me olhou com um sorriso muito suspeito e moveu sua mão para trás do meu cabelo, fincando seus dedos ali, a outra mão segurava minha cintura. Senti sua respiração no meu pescoço até que ele começou a repetir os movimentos anteriores naquela região, porém mais fortes. Antes que eu percebesse já estava com as mãos em volta da sua cintura, chegando em suas costas, onde eu arranhava um pouco querendo sentir mais.

– Seu pescoço também é lindo, hyung – murmurou ainda na mesma posição.

– Jeongmin, não sei se deveríamos fazer isso – ele se afastou um pouco para me olhar.

– Qual o problema em deixar seu Jjomaennie te tocar um pouco? – com aquele olhar era impossível discordar de qualquer coisa que ele dizia.

– Nenhum – respondi ainda meio perdido no que estava dizendo.

– Então deveríamos – se aproximou de mim, dessa vez para beijar meus lábios.

Me lembrei de quantas vezes já imaginei essa cena, e quantas vezes já tentei arranca-la da cabeça por ser impossível. Mas estava acontecendo naquele momento, não poderia ser mais surreal, parecia um sonho. Seu beijo era perfeito, assim como quem o executava. Apesar de eu estar totalmente satisfeito com o rumo que as coisas haviam tomado, ele ainda parecia querer mais.

Separou nosso beijo e se deitou no sofá puxando minha camisa para que eu ficasse deitado em cima dele. Como já estava naquela posição, resolvi continuar o beijando ali mesmo. Aquele gosto era intoxicante, quando nossos lábios se tocavam, a única coisa que eu desejava era que não se separassem nunca. Mas como precisávamos de oxigênio, eles se separam por uns instantes, até o ar voltar aos pulmões e conseguirmos voltar as atividades anteriores.

Não sei quanto tempo tinha se passado até quando comecei a sentir meu corpo quente, e foi quase um alívio quando Jeongmin começou a desabotoar minha camisa. Também comecei a tirar a sua e antes que eu pudesse perceber, estávamos seminus no sofá com a respiração pesada e totalmente excitados.

– Hyung, eu sempre quis fazer isso – ele sussurrou perto do meu ouvido, o que me deu ainda mais arrepios.

– Mesmo? – foi a única coisa que consegui responder, minha mente não estava raciocinando direito.

– Sim… você não?

– Muito, sempre quis muito – ele apenas sorriu e voltou a me beijar.

Tinha uma queda por Jeongmin desde que eu consiga me lembrar. Sempre lia coisas românticas e melosas pensando nele, sempre ficava perto dele o máximo que podia, mas achei que se fizesse qualquer coisa que não fosse apenas sinal de uma relação de amizade ele poderia se assustar e nunca mais falar comigo. Acabo de perceber que estava errado, que devia ter feito algo há muito tempo atrás.

Ele abriu o zíper da minha calça e a puxou para baixo. Ajudei a tira-la e quando terminei comecei a tirar a dele também. As boxers se foram bem rápido e já estávamos nus nos agarrando como se o mundo tivesse parado só para aquele momento.

– Isso pode doer um pouco, hyung – ele disse enquanto descia as mãos pelo meu corpo.

– Tudo bem, pode continuar – então deixei com que tudo aquilo tomasse conta de mim.

X

Estávamos deitados no sofá tentando recuperar a respiração.

– Nós vamos fazer isso outra vez? – perguntei.

– Quando você quiser – ele riu levemente e eu também ri, sua risada era tão contagiante – O que você fez pro jantar?

– Noddles.

– Claro, por que imaginei outra coisa? – ele me deu um beijo na bochecha e se levantou para pegar suas roupas.

Jantamos e passamos o resto da noite como se nada tivesse acontecido. Mas nós dois sabíamos que sim, aconteceu, e sim, aconteceria de novo.
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Um comentário sobre “One Shot – Toxic

  1. Geeh disse:

    “- Sei lá, você vive lendo coisas.” Não importa quantas vezes eu leia essa fic, eu sempre vou rir disso OKJFDSJOKFHISUGH e continua sendo muito estranho, pra mim, imaginar o Jeongmin como seme da relação

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