Marry You – Capítulo III

Will You Marry Me?


Passava das duas da tarde quando Hyunseong ainda procurava por mais evidências do que acontecera. Ele tinha uma leve impressão de que Jeongmin sabia de mais coisas, mas não contaria mesmo que ele implorasse.

Como a busca parecia não levar a resultado algum, resolveu usar um pouco de lógica. Se eles estavam em Las Vegas, com certeza o casamento foi realizado em um desses lugares malucos que casam as pessoas sem burocracia nenhuma. E se estavam bêbados – e mal sabiam sair da esquina do hotel – o lugar deveria ser perto da boate.

Hyunseong, então, saiu do apartamento silenciosamente para não acordar Jeongmin, que após reclamar novamente que estava com sono, adormeceu. E Hyunseong sabia que não era uma boa ideia acorda-lo de novo.

Ele dirigiu pela rua, e por sorte não haviam muitos lugares para procurar, apenas três capelas. Parou o carro e se dirigiu à primeira. Era um lugar todo preto por fora e tinha algumas gárgulas na decoração. Hyunseong sentiu um leve arrepio ao bater na porta.

Quando ela se abriu, com um ranger irritante, de lá saiu um senhor, com mais ou menos 40 anos, cabelos pretos compridos, maquiagem e roupas pretas.

– Com licença, senhor.

– A capela só abre a noite.

– Eu sei, só queria fazer uma pergunta – Hyunseong fez uma pausa, mas o homem continuou calado esperando que ele continuasse – Por acaso o senhor me atendeu aqui ontem? Com um garoto baixo e de cabelos vermelhos?

– Não, com certeza não atendi. Só isso?

– Sim, obri… – não conseguiu terminar a frase antes que o atendente fechasse a porta. Apenas suspirou e seguiu para a próxima capela.

Foi uma boa caminhada até ela, a rua era bem extensa. Mas quando chegou, notou um visual bem mais convidativo que a primeira. Era toda decorada com corações vermelhos brilhantes, era lindíssima. Ele esperava que fosse aquela, pois a terceira, do outro lado da rua, tinha uma fachada de velho oeste que não o agradou nem um pouco.

Bateu na porta e esperou um pouco até que uma garota loira saísse para fora

– Olá – ela disse sorrindo, bem menos assustadora que o último, Hyunseong pensou.

– Olá, só gostaria de fazer uma pergunta.

– Que seria..?

– Você se lembra de ter me atendido ontem?

– Você se casou com um garoto mais ou menos da minha altura, com roupas xadrez?

– Isso, isso mesmo, foi aqui?

– Você não se lembra né? – Hyunseong apenas negou com a cabeça, um pouco cabisbaixo – Pode entrar – a garota abriu a porta e deixou Hyunseong entrar – Você parecia bem bêbado ontem a noite, mas não se preocupe, seu casamento foi lindo.

– Será que você poderia me contar os detalhes? Nós não nos lembramos de nada.

– Vocês? Mas seu marido não estava nem um pouco alterado.

– É um pouco estranho chamar ele assim mas, ele não estava?

– Não, foi ele quem assinou todos os papéis e tudo mais.

X

Ashley, a garota loira, viu dois garotos entrando rindo na capela. O menor servindo de apoio para o maior, o que deixava a cena cômica. Eles vieram até ela.

– Nós queremos nos casar agora, é possível ou é preciso marcar horário? – o menor começou, antes que ela pudesse responder, o outro continuou.

– Moça, não me deixam casar com o Jeongminnie na Coreia, você acredita? Não deixam mas eu continuo amando o Jeongminnie, você vai deixar né, moça?

– Claro, vocês apenas precisam assinar alguns papéis primeiro.
– Eu assino, me espere aqui, Hyunseong – ele assentiu e ‘Jeongminnie’ foi com ela assinar os papéis.

O outro garoto parecia bem alterado, mas como não estava sendo nem um pouco forçado a fazer aquilo, ela deixou de lado e esperou que os papéis fossem assinados. Quando terminaram e voltaram para a recepção, Hyunseong estava conversando com um casal de estátuas que fazia parte da decoração do lugar. Jeongmin o trouxe para que pudessem ir à capela – mas Hyunseong não se esqueceu de se despedir dos novos amigos.

O pai de Ashley, que realizava as cerimônias, começou a unir os dois. Fez todos os votos comuns, mais alguns, que ele costumava fazer com casais homossexuais – que eram muitos que iam ali. Eles pareciam muito felizes, Ashley sempre achava lindo ver casais assim. E selaram o final dos votos com um beijo.

X

– Espere, o que? Um beijo? Eu te disse que amo ele? – ela confirmou com a cabeça – Eu vou matar o Jeongmin.

– Mas por que? Achei que você amasse ele, então tudo bem.

– Amo, mas ele não sabia disso ainda.

– Ah sim, entendi. Mas você vai querer desfazer o matrimônio?

– Não, preciso falar com ele primeiro. Muito obrigado por me receber e me contar o que aconteceu, Ashley.

– Não foi nada, espero que dê tudo certo entre vocês.

– Também espero – eles riram – Tchau.

– Tchau, Hyunseong.

Aquela história estava cada vez pior, como Jeongmin teve coragem de mentir para ele desse jeito? Eles eram melhores amigos, Hyunseong não conseguia achar um motivo, mas iria descobrir logo.

Andou até seu carro e dirigiu de volta para o hotel. Chegou em seu quarto e viu que Jeongmin já estava acordado, arrumando seu cabelo no espelho. Quando ele ouviu a porta se abrindo, se virou para Hyunseong.

– Onde você estava, hyung?

– Estava tentando descobrir o que você sabia e não me contou.

– Do que está falando?

– Você sabe muito bem, nem estava bêbado. Aquela vodka que você me disse que estava tomando era o refrigerante de limão que estava na comanda, não era.

– Talvez – Hyunseong o olhou de maneira reprovadora, começando a ficar nervoso, então Jeongmin resolveu mudar sua resposta – Sim, era refrigerante. Mas veja pelo lado bom, não teve nenhum risco de acidente de carro, porque eu estava dirigindo sóbrio.

– Mas você mentiu pra mim. Me deixou inconsciente, se casou comigo e ainda roubou meu primeiro beijo na capela.

– Na verdade, aquele beijo não foi seu primeiro.

X

Depois de sete copos de batida e três de tequila, Hyunseong estava bebendo o oitavo copo, e Jeongmin continuava no primeiro de – refrigerante de limão – vodka.

Eles estavam em um sofá da boate. Hyunseong com um braço em volta do ombro de Jeongmin e este com o braço em volta da cintura do outro. Bem mais agarrados que o normal.

– Jeongmin, eu te amo – o mais novo ficou um pouco surpreso com as palavras, não achou que fosse ouvi-las tão facilmente. Ele sorriu.

– Também te amo, hyung – Hyunseong também sorriu e se aproximou de Jeongmin para lhe dar um selinho tímido – Vamos para o carro? – o mais velho concordou e ambos saíram da boate.

Entraram no carro e antes de qualquer coisa, Jeongmin puxou Hyunseong para um beijo mais intenso. Não sabia se teria essa oportunidade outra vez, então achou melhor aproveitar. Eles ficaram se agarrando dentro do carro por muito tempo, Jeongmin nem se preocupou em contar o quanto.

– Hyunseong, você quer se casar comigo?

– Quero, mas é claro que quero, quando?

– Agora.

– Agora?

– Sim, tem alguns lugares aqui que podem nos casar sem problemas.

– Então vamos – Hyunseong sorriu e se inclinou para beijar Jeongmin uma última vez antes que ele ligasse o carro a fim de chegar ao local do casamento.

X

– Não acredito que você fez tudo isso.

– Me desculpe, hyung.

– Por que você mentiu pra mim assim?

– Se eu contar você vai achar o motivo idiota e ficar ainda mais bravo comigo.

Jeongmin estava sentado na cama, com a cabeça abaixada. Parecia triste e Hyunseong se sentia culpado, mesmo que não fosse o errado na história. Se sentou ao lado de Jeongmin e colocou sua mão em cima da dele. O outro olhou para cima ao sentir.

– Não vou ficar mais nervoso, prometo – Jeongmin suspirou antes de começar.

– Eu queria dizer que te amo, mas não tive coragem. Então pensei que seria mais fácil com você bêbado, e como estávamos aqui em Las Vegas, poderíamos nos casar de uma vez para você não me rejeitar no dia seguinte. Só não imaginei que você fosse se esquecer de tudo, não me lembrei o quão fraco você era para bebida. Foi isso – ele se sentia mais leve depois de dizer tudo. Mas estava com medo da resposta de Hyunseong.

– Era só você ter pedido.

– O que?

– Se quisesse se casar comigo era só pedir, não precisava inventar um plano louco. Você sabe que eu faço tudo o que você pede – ele sorriu enquanto acariciava a mão de Jeongmin que ainda estava sob a sua.

– Mesmo? Você teria aceitado?

– Claro que teria, Jeongmin, eu te amo. Não imaginei que você me amasse também, mas parece que sim.

– Não sou muito bom em demonstrar essas coisas, sou?

– Nem um pouco.

– Então preciso dizer de novo. Hyunseong, eu te amo, você quer se casar comigo?

– Sim. Como o resto já foi feito poderíamos pular para o meu primeiro beijo – Jeongmin riu.

– Vamos pular então.

Eles se beijaram pela – milésima – primeira vez para selar um casamento que agora poderia durar para sempre.

One Shot – Toxic

Outra tarde de sexta e eu estava lendo um livro de poemas, sentado no sofá e esperando Jeongmin para que pudéssemos passar o dia juntos, como sempre. Esse livro era muito bom, tinha vários poemas românticos, que são meus preferidos, ainda não acreditava que o tinha achado depois de tanto tempo procurando nas livrarias próximas, e algumas nem tão próximas.

A sala estava tão silenciosa – ou eu estava tão imerso na leitura – que levei um susto com a campainha tocando. Após passar alguns segundos me recuperando do mini ataque cardíaco, levantei para abrir a porta.

Me deparei com um Jeongmin sorridente e com uma mochila enorme nas costas. Apenas sorri também e fiquei ao lado da porta para que ele pudesse entrar. Ele estava usando uma camisa xadrez vermelha, calças apertadas pretas e estava com aqueles brincos, meu deus, aqueles brincos, ficavam muito sexy nele – o que? Esqueça a última frase – também usava um par de botas com salto que o deixavam – quase – da minha altura.

Depois de guardar suas coisas, ficamos sentados na sala conversando, ele me perguntou o que eu estava fazendo para demorar tanto para abrir a porta, disse que estava lendo. Quando ele perguntou o nome do livro, eu respondi, mas já sabia que ganharia um olhar com um ponto de interrogação, já que Jeongmin só lê nomes dos sites de pornô na internet e o único livro que já soube o nome foi Crepúsculo. Então comecei a explicar sobre o livro, que era uma coletânea de poemas que continha inúmeros versos românticos e que era incrivelmente bom, não conseguia parar de ler. Estava entusiasmado explicando até perceber que ele estava prestando atenção em qualquer coisa, menos no que eu estava falando. Ele olhava fixamente para algo.

– Jeongmin, você está me ouvindo? – ainda não obtive resposta – JEONGMIN.

– Oi, o que? Parece muito bom esse livro, Hyunseong hyung.

– Você nem estava ouvindo.

– Estava sim, é de poemas sobre guerra né?

– Não, é de poemas românticos – dei um tapa leve em sua cabeça e ele apenas resmungou em resposta – Por que eu leria sobre guerra?

– Sei lá, você vive lendo coisas.

– O que você estava olhando para estar tão distraído?

– Er… nada não.

– Sinto que esse nada é alguma coisa.

– Quer mesmo saber?

– Sim.

– Então… estava olhando pro seu braço – o que?

– Você estava olhando o que?

– Seus braços, são tão bonitos.

– São? – já ouvi alguns elogios sobre meu corpo, mas sobre os braços era novidade.

– São sim – ele parou de falar e ficou me encarando, quando resolvi responder ele continuou – Posso tocar?

– O que?

– Esses livros estão te deixando lesado, hyung – ele riu e se aproximou um pouco de mim no sofá, um pouco demais – Perguntei se posso tocar seus braços.

– Acho que pode.

Então ele colocou as mãos no meu braço esquerdo e começou a acaricia-lo levemente, o que me deu arrepios pelo corpo todos, depois os apertou suavemente. Senti minha respiração um pouco pesada.

– Jeongmin? – ele respondeu com um simples ‘hum’ ainda entretido em apertar meu braço – O que você está fazendo?

– Nada demais, hyung.

Ele sorriu e se aproximou ainda mais de mim, beijando meu bíceps e deixando mordidas ali. Sem querer, soltei um gemido. Ele me olhou com um sorriso muito suspeito e moveu sua mão para trás do meu cabelo, fincando seus dedos ali, a outra mão segurava minha cintura. Senti sua respiração no meu pescoço até que ele começou a repetir os movimentos anteriores naquela região, porém mais fortes. Antes que eu percebesse já estava com as mãos em volta da sua cintura, chegando em suas costas, onde eu arranhava um pouco querendo sentir mais.

– Seu pescoço também é lindo, hyung – murmurou ainda na mesma posição.

– Jeongmin, não sei se deveríamos fazer isso – ele se afastou um pouco para me olhar.

– Qual o problema em deixar seu Jjomaennie te tocar um pouco? – com aquele olhar era impossível discordar de qualquer coisa que ele dizia.

– Nenhum – respondi ainda meio perdido no que estava dizendo.

– Então deveríamos – se aproximou de mim, dessa vez para beijar meus lábios.

Me lembrei de quantas vezes já imaginei essa cena, e quantas vezes já tentei arranca-la da cabeça por ser impossível. Mas estava acontecendo naquele momento, não poderia ser mais surreal, parecia um sonho. Seu beijo era perfeito, assim como quem o executava. Apesar de eu estar totalmente satisfeito com o rumo que as coisas haviam tomado, ele ainda parecia querer mais.

Separou nosso beijo e se deitou no sofá puxando minha camisa para que eu ficasse deitado em cima dele. Como já estava naquela posição, resolvi continuar o beijando ali mesmo. Aquele gosto era intoxicante, quando nossos lábios se tocavam, a única coisa que eu desejava era que não se separassem nunca. Mas como precisávamos de oxigênio, eles se separam por uns instantes, até o ar voltar aos pulmões e conseguirmos voltar as atividades anteriores.

Não sei quanto tempo tinha se passado até quando comecei a sentir meu corpo quente, e foi quase um alívio quando Jeongmin começou a desabotoar minha camisa. Também comecei a tirar a sua e antes que eu pudesse perceber, estávamos seminus no sofá com a respiração pesada e totalmente excitados.

– Hyung, eu sempre quis fazer isso – ele sussurrou perto do meu ouvido, o que me deu ainda mais arrepios.

– Mesmo? – foi a única coisa que consegui responder, minha mente não estava raciocinando direito.

– Sim… você não?

– Muito, sempre quis muito – ele apenas sorriu e voltou a me beijar.

Tinha uma queda por Jeongmin desde que eu consiga me lembrar. Sempre lia coisas românticas e melosas pensando nele, sempre ficava perto dele o máximo que podia, mas achei que se fizesse qualquer coisa que não fosse apenas sinal de uma relação de amizade ele poderia se assustar e nunca mais falar comigo. Acabo de perceber que estava errado, que devia ter feito algo há muito tempo atrás.

Ele abriu o zíper da minha calça e a puxou para baixo. Ajudei a tira-la e quando terminei comecei a tirar a dele também. As boxers se foram bem rápido e já estávamos nus nos agarrando como se o mundo tivesse parado só para aquele momento.

– Isso pode doer um pouco, hyung – ele disse enquanto descia as mãos pelo meu corpo.

– Tudo bem, pode continuar – então deixei com que tudo aquilo tomasse conta de mim.

X

Estávamos deitados no sofá tentando recuperar a respiração.

– Nós vamos fazer isso outra vez? – perguntei.

– Quando você quiser – ele riu levemente e eu também ri, sua risada era tão contagiante – O que você fez pro jantar?

– Noddles.

– Claro, por que imaginei outra coisa? – ele me deu um beijo na bochecha e se levantou para pegar suas roupas.

Jantamos e passamos o resto da noite como se nada tivesse acontecido. Mas nós dois sabíamos que sim, aconteceu, e sim, aconteceria de novo.

Marry You – Capítulo II

Apple Juice


Hyunseong abriu o papel e viu que tinha o nome da boate em que ele foi na noite anterior “Club Paradise”. Aquilo era uma comanda, mas o que estava escrito não era exatamente o que ele havia pedido.

– Jeongmin.

– Pensei que você fosse me deixar dormir.

– Será que você pode me explicar por que na nossa comanda de ontem constam oito batidas de maça, um refrigerante de limão e três tequilas?

– Bom, se está escrito, imagino que a gente tenha pedido.

– Isso eu sei. O que não sei é por que meus sucos não estão aqui.

– Então, hyung… talvez eu tenha pedido um suco diferente para você.

– Você me fez tomar essas oito batidas de maça, não foi? – Hyunseong estava começando a se irritar, como Jeongmin teve coragem de fazer aquilo?

– Talvez?

– Você pode me contar o que aconteceu?

X

Jeongmin e Hyunseong estavam nessa boate que seus amigos tanto falavam. Hyunseong não gostava muito desses lugares, mas Jeongmin havia insistido para que ele fosse.

Eles se divertiram por um tempo dançando, até que a energia acabou e eles resolveram sentar para beber algo.

– Jeongmin, pegue um suco de maça pra mim, por favor?

– Vai beber só isso?

– Sim, você sabe que eu não gosto de beber e alguém tem que voltar dirigindo.

– Ok, você decide.

Jeongmin saiu em direção ao bar onde as bebidas eram servidas, ainda não tinha certeza do que iria pedir, então foi falar com um barman que estava atrás do balcão preparando algum coquetel. Jeongmin achou o garoto muito bonito por sinal, devia ser uns 5 anos mais velho que ele, era alto, forte e tinha olhos verdes.

– Oi – ele se apoiou no balcão como se já o possuísse – Você tem ai alguma bebida feita com suco de maça?

– Não temos, mas eu posso criar agora, bem forte, senhor?

– Pode me chamar de Jeongmin. E sim, bem forte.

– Claro, Jeongmin, seu desejo é uma ordem.

– E também quero um refrigerante de limão.

Quando a bebida estava pronta, Jeongmin voltou para a mesa e deu o “suco” para Hyunseong.

– Esse suco é um pouco amargo – Hyunseong reclamou, parecia que nem havia açúcar nele.

– Deve ser esse jeito americano, aqui o sabor das coisas é assim.

– Verdade, vou tentar me acostumar. O que você está tomando?

– Vodka – respondeu.

– Claro – Hyunseong revirou os olhos e Jeongmin sorriu ao perceber que estava tudo começando a dar certo.

X

– Jeongmin, você está dizendo que trocou meu suco por um coquetel, batida ou sei lá de propósito?

– Hyung, não fique bravo comigo, só queria que você se divertisse um pouco.

– Isso não é diversão, nós poderíamos ter morrido em um acidente de carro! – ele já estava quase gritando, sua voz aguda não ajudava a ser levado a sério, mas Jeongmin ficou assustado mesmo assim. Hyunseong nunca havia gritado com ele desse jeito.

– Mas estamos aqui agora – ele ainda o olhava e parecia muito nervoso, então Jeongmin se levantou, foi até Hyunseong e o abraçou. Não costumava fazer coisas assim, mas a situação pedia medidas extremas – Me desculpe, por favor. Te juro que não foi por mal e que não queria causar nenhum acidente.

Hyunseong ainda não o abraçou de volta, não conseguia entender como o outro foi tão irresponsável. Mas por outro lado sabia que aquele era o jeito dele, e sempre gostou disso por mais inconveniente que fosse. Como não ia conseguir ficar bravo com Jeongmin por mais de cinco minutos, retribuiu o abraço.

– Tudo bem, Jeongminnie. Mas me prometa que não vai fazer isso de novo – só de pensar em acordar de novo sem se lembrar de nada já ficava tenso.

– Prometo, não vou fazer – ele realmente não ia. ‘Se ele ficou nervoso por causa disso, vai querer me matar quando souber o resto’ Jeongmin pensou, mas continuou abraçado com Hyunseong aproveitando seus, talvez, últimos momentos de paz com ele.