Drabble – Forgive Me

              Eu e Jeongmin brigamos outra vez, isso sempre acontecia, geralmente por motivos banais como, por exemplo, a limpeza do nosso apartamento, que era parte dele e eu sempre acabava por fazer. Ele era um colega de quarto horrível, mas mesmo assim era impossível não gostar dele. Me indagava todos os dias se existia alguém no mundo que não amasse Lee Jeongmin.

                De qualquer jeito, continuava a ignora-lo, como fiz desde o começo do dia. Resolvi sair para tomar um café, ou qualquer coisa. Ouvi Jeongmin murmurar algo atrás de mim, mas ignorei e continuei em direção a porta. Segui até o elevador e sua porta estava quase se fechando quando alguém impediu que ela se fechasse completamente. Era Jeongmin, parecia que ele não ia desistir de falar comigo, ele sabia que no final eu sempre o perdoava e tudo se resolvia.

                Um silêncio desconfortável percorreu o ambiente por alguns segundos até que o elevador parou de se mover e uma rápida queda de luz anunciou que o elevador ficaria imóvel por um tempo.

                – Ótimo – murmurei enquanto tentava parecer tranquilo. Não era muito raro aquilo acontecer no elevador do prédio, por isso sempre evitava usa-lo. Mas tinha me esquecido disso completamente.

                – Hyunseong – ele chamou e eu me virei em sua direção – ainda está bravo comigo?

                – O que você acha? – fiz meu tom parecer o mais irônico possível por mais que aquele não fosse meu forte.

                – Mas por quê? Você simplesmente me ignorou o dia inteiro, eu juro que não fiz nada errado dessa vez.

                – Eu não aguento mais, você diz que sou seu melhor amigo, mas sempre prefere sair com todos aqueles seus amigos estranhos ao invés de mim, sempre me esquece por causa deles – estava um pouco envergonhado, mas não aguentava mais guardar isso.

                – Hyung, você se lembra como passamos a tarde de segunda? – ele perguntou enquanto se aproximava um pouco de mim.

                – Sim, nós vimos um filme.

                – E a noite de terça?

                – Nós dormimos juntos no sofá da sala.

                – E quarta? – a cada pergunta ele se aproximava mais, e já estava a centímetros de mim.

                – Nós passamos a noite conversando no seu quarto.

                – Está vendo Hyunseong, eu passo quase todos os dias, o dia todo com você, como você pode dizer que eu te esqueço?

                – Me esquece quando é pra sair, você nunca me convidou pra ir numa festa com seus amigos, nunca.

                – É porque meus amigos são só pra sair, você é o único que eu amo e que sei que sempre posso contar. Não gosto que ninguém me atrapalhe quando estou com você.

                – Você está mentindo.

                – Claro que não, se eu não ficasse sozinho com você não poderia fazer isso – então ele colocou suas mãos por dentro da minha camiseta e começou a acariciar todas as partes disponíveis do meu corpo. Eu não sabia que apenas toques podiam causar tanto efeito em mim, quando percebi minha respiração já estava pesada.

                – Jeongmin, o que você está… – minhas palavras foram cortadas por um gemido que escapou da minha boca quando ele mordeu levemente minha orelha.

                – Não diga nada – ele sussurrou em meu ouvido. Eu apenas gemi mais uma vez em resposta enquanto ele seguia lentamente a linha do meu pescoço com seus lábios, depositando ali vários beijos e mordidas.

                Nesse momento eu já estava completamente em transe. Suas mãos ainda explorando por dentro da minha camiseta enquanto sua boca subia a mesma parte do pescoço que havia descido, do mesmo jeito.

                Seus lábios continuavam seu caminho, percorrendo meu maxilar até que chegaram perto dos meus próprios lábios, podia sentir sua respiração contra a minha. Abri meus olhos, que eu mal sabia em que momento havia fechado. Quando o olhei ele estava sorrindo, sorri também e antes que pudesse voltar a pensar claramente ele me beijou. Fiquei um pouco assustado de início, mas permiti lentamente que aprofundasse o beijo quando pediu. Logo suas mãos alcançaram as minhas, entrelaçando nossos dedos.

                Nos separamos um pouco, ainda com as mãos juntas.

                – Eu te amo – ele me beijou de novo, dessa vez um beijo mais leve e calmo.

                – Também te amo – sussurrei, era o único som que conseguia emitir.

                – Me desculpe por tudo, eu não sabia que isso te magoava tanto. Vou te apresentar para os meus amigos, prometo, mas com uma condição.

                – Qual?

                – Quero te apresentar como meu namorado.

                – Idiota – ri e bati levemente no seu ombro.

Então a luz teve outra oscilação e o elevador voltou a se mexer. Subimos de novo para o nosso apartamento e passei o resto da tarde aproveitando a companhia de Jeongmin que hoje percebi ser a coisa mais importante para mim.
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